Uma sala de morte e tristeza, tornou-se um lugar de alegria e esperança.


Em 1922, cientistas da Universidade de Toronto, Canadá, foram para uma enfermaria de hospital com crianças diabéticas, a maioria delas em coma e morrendo de cetoacidose (alto nível de glicose no sangue). 
A imagem pode conter: uma ou mais pessoasA sala estava cheia de pais sentados à beira do leito esperando a morte inevitável de seus filhos. A diabetes era combatida apenas através de uma rigorosa dieta que acabava levando os pacientes à subnutrição crônica. Os cientistas foram de cama em cama e injetaram nas crianças o novo extrato purificado - insulina. Quando eles aplicavam na última criança em coma, a primeira criança injetada começou a despertar. Então, uma por uma, todas as crianças acordaram de seus comas diabéticos. Uma sala de morte e tristeza, tornou-se um lugar de alegria e esperança. Obrigado Dr. Frederick Banting e Dr. Charles Best, descobridores da insulina o que lhes rendeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia.
Uma das primeiras pessoas salvas após a descoberta da insulina foi Elizabeth Hughes. Ela tinha 14 anos de idade e era diabética. Até o começo dos anos 1920, não havia nenhum medicamento para esta doença mortal. A diabetes era combatida apenas através de uma rigorosa dieta. Uma solução pouco prática, uma vez que, para conter os efeitos da doença, era preciso passar fome, o que gerava graves consequências.

Os médicos haviam recomendado à jovem a única terapia existente. Elizabeth não teve outra saída senão se submeter a uma dieta controlada. O objetivo era impedir que as elevadas taxas de açúcar aumentassem, provocando o coma diabético. Este tratamento era um dilema: por um lado, os doentes não entravam mais em coma, por outro, iam definhando por falta de alimentação.
No verão de 1922, Elizabeth era só pele e osso e estava muito enfraquecida. Quando sua mãe ficou sabendo que, no Canadá, havia sido descoberto um novo medicamento contra a diabetes, procurou Frederick Banting, responsável pela pesquisa. No dia 16 de agosto, o médico iniciou o tratamento na jovem paciente com injeções de insulina.
Nas semanas seguintes, começou a ganhar peso e recuperou as energias. Em outubro, percebeu que tinha crescido. Pouco tempo depois, deixou o leito e voltou a frequentar a escola. Sua recuperação parecia um milagre.
O distúrbio
Diabetes mellitus é um distúrbio no metabolismo da glicose do organismo, no qual a glicose presente no sangue passa à urina sem ser aproveitada pelo corpo. Todos nós produzimos insulina, um hormônio proteico, através das células do pâncreas.
Quem sofre de diabetes açucarado não produz insulina. Com isso, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue, as células começam a "passar fome" e o nível de açúcar no corpo permanece constantemente alto.
A insulina como medicamento é obtida em forma cristalina do pâncreas de bovinos e suínos. Ela é injetada no organismo através de uma aplicação subcutânea, ajudando o sangue a absorver a glicose.
A solução
Muitos médicos já haviam chegado à conclusão de que a solução do problema estaria no pâncreas. Em 1889, os pesquisadores Oskar Minkowski e Josef von Mehring descobriram a insulina no pâncreas de um cachorro. A dificuldade era isolar o hormônio que segrega a insulina.
Alguns anos depois, em 1921, o médico canadense Frederick Banting e seu auxiliar, o estudante de Medicina Charles Best, decidiram repetir o experimento, sacrificando um cão para analisar seu pâncreas. Eles cortaram a glândula em pedacinhos, congelaram numa solução com sal e a trituraram. Esse líquido foi filtrado, resultando em um extrato cor-de-rosa: a insulina. Ao ser testado em animais, teve sua eficiência comprovada.
No ano seguinte, com a técnica de coleta aprimorada, a insulina passou a ser fabricada em série. Esta descoberta, que logo recebeu um Prêmio Nobel, livrou milhares de pessoas do sofrimento e até hoje é o método mais eficiente de controle da diabetes.
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