Contra Todas as Probabilidades, Morrer não é normal , Nem em um hospital.

@artigo de Jaíne Diandra 

Nem em um hospital. Muito menos em um hospital.

Hospital é lugar de vigilância constante da vida, não de resignação diante da perda. 

Hospitais existem para tensionar o limite da vida, não para acomodar a morte. 

Enquanto parte da sociedade mantém o imaginário de que hospitais são lugares onde se vai para morrer, o país se depara com um choque: profissionais de enfermagem matando pacientes dentro de uma instituição de saúde. Teriam imaginado que ali toda morte passaria sem rastro? Que não haveria suspeita? Que terrível impressão a sociedade obtém dos hospitais… Que tragédia instalar na mente das pessoas o hospital como ante-sala da morte. 

Queremos cuidar, proteger, consolar e confortar. Mas a marca que esses três criminosos deixam é um recorte sob um holofote que causa ainda mais assombro, mesmo não representando a totalidade.

Vamos ao que preconizamos: em um hospital, toda morte é sinal rastreável.

Quem atua nesse ambiente é treinado para reconhecer a proximidade da morte a ponto de poder  evitá-la — inclusive quando o desfecho parece inevitável. Por isso algo não passou despercebido. E foi denunciado.

Um dos pacientes vítimas desta tragédia tinha todo um quadro clínico delicado que poderia passar despercebido, vários agravantes que poderiam levá-lo a óbito, mas quando isso aconteceu percebeu-se que havia algo para além, algo suspeito. Por isso digo, nenhuma morte em ambiente de saúde é precedente para crimes. 

Os profissionais que expuseram o crime representam a maioria que conheço e defendo: 

Profissionais honrados, éticos, que cuidam de seus pacientes para além da clínica. Com amor. Com pensamentos e orações que se voltam ao dono de cada prontuário mesmo após o fim do expediente. Com técnica, atenção e o desejo genuíno de que cada paciente melhore.

Continuando, ressalto que o fim da vida é coisa séria, mesmo nos cuidados paliativos, onde a finitude é reconhecida, a morte não é normalizada. Ela é assistida. Dignificada. Cercada por protocolos que preservam a existência até o último instante. A morte pode ser acompanhada — nunca banalizada. 

Para os pacientes cujos guardiões se tornaram algozes, o que ocorreu foi uma interrupção ilegítima da vida. 

Em saúde, não existe erro aceitável quando há intenção. O sistema existe para proteger o paciente, e é justamente por isso que desvios não passam despercebidos. Sempre haverá quem investigue, quem denuncie e quem garanta que prejudicar um paciente, de qualquer forma, nunca seja vantajoso nem lucrativo. 

Diante dessas perdas, reafirmo um compromisso inegociável:  não normalizaremos perder. Investigaremos. Rastrearemos. Corrigiremos processos. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que nenhum paciente parta sem que cada possibilidade de cuidado tenha sido esgotada!!!

Aos colegas gestores: revisem, redesenhem e refaçam seus protocolos operacionais padronizados. O sistema de verificação redundante (dupla checagem) é um de nossos maiores aliados. Que juntos possamos evitar que esse tipo de tragédia volte a acontecer. 

Aos criminosos que desonraram o jaleco e o hospital: não haverá impunidade.

Sobre a Autora

Jaíne Diandra , Palestrante apaixonada e fundadora do Grupo Hakim — que já conecta gestores em mais de 10 estados do Brasil, com atuação em projetos de educação continuada, desenvolvimento de competências estudantis e comunicação estratégica na área da saúde.

Jaíne tem forte atuação em comunicação estratégica e liderança jovem, também produz conteúdos sobre Gestão Hospitalar no YouTube, onde já ultrapassa 150 mil visualizações, contribuindo para a disseminação de conhecimento no setor de saúde e o fortalecimento da gestão hospitalar.

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