A QUESTÃO DO ABSENTEÍSMO NA SAÚDE

absenteísmo em consultas deixam salas vazias.

artigo da equipe GENEais


No clássico universo corporativo, a pauta sobre absenteísmo já é bem difundida em teses de administração de empresas, artigos de consultoria, matérias jornalísticas e papo de coaching ou mentoria, e todos de maneira geral percebem os impactos negativos que essa ausência frequente acaba implicando para um aumento de custos, perda de eficiência e falta de colaboração entre equipes, acabando por sobrecarregar alguns colaboradores em detrimento de outros, revelando sinais de que pode estar no ambiente de trabalho a origem de problemas crônicos que barra o franco desenvolvimento da organização que sofre deste mal corporativo.

Mas, e quando o absenteísmo que existe não está diretamente ligado ao time operacional e sim, para com o público-alvo à quem estes colaboradores prestam serviços? 

Como de fato isso ocorre no setor da saúde, como se mediria ou se contabilizaria os impactos e prejuízos causados diretamente e indiretamente na instituição e todo o seu ecossistema?

É possível o mapeamento das principais causas que corroboram para índices ainda tão altos de absenteísmos em consultas, exames e outros procedimentos especializados que são diariamente agendados pelo Brasil à fora. O desafio por trás dessas simples questões é gigante!

Despretensiosamente e logo de cara, fica fácil identificar que baixar os índices de absenteísmo no setor da saúde, é tratar de uma questão intimamente ligada à saúde financeira da instituição, do colaborador e também do cidadão contribuinte, pois que o absenteísmo ocorre tanto no setor privado quanto no SUS e para o ano de 2022, por mais otimistas que nos considerarmos, sabemos que cortes no orçamento da união para a saúde existirão junto a uma economia que estará em seu franco processo de recuperação do pós pandemia e com certeza, estaremos falando de tempos em que deveremos aprender a se fazer mais com menos e em escala, portanto, há muitas razões e motivações que justificam se investir tempo e recursos na solução desse problema que é o do alto impacto acarretado pelo absenteísmo em consultas, exames e procedimentos especializados na saúde pública

Não existe ou ao menos não encontramos, um estudo que reúna dados nacionais, mas há diversos estudos realizados individualmente por instituições onde os valores calculados, mesmo que sujeitos a uma relativização por parte de suas fontes de captação dos dados, são bem significativos. Em um que foi feito com dados da RSM-EP (Região de Saúde Metropolitana do Espírito Santo), a exemplo de argumento, em apenas 3 anos, contabilizou-se 666.182 procedimentos de consultas e 336.537 exames especializados, em um total de 1.002.719 procedimentos, o que corresponde a R$ 18.566.462,03 de valores monetários desperdiçados atribuídos ao absenteísmo. Dados retirado de: ARTIGO ORIGINAL • Saúde debate 43 (123) • Oct-Dec 2019


Esses estudos publicados sobre absenteísmo, tanto no Brasil como no exterior, são enfáticos em afirmar que ele causa prejuízos monetários e mesmo muitos não apresentando abordagens com fundamentação econômica e métodos analíticos dos serviços para estimares os valores envolvidos, quem é da área sabe que com as mudanças trabalhistas em que aumentaram o número de profissionais com CNPJ próprio, onde parte sifnificativa dos seus ganhos são contabilizados diretamente pela produtividade, o impacto econômico também é sensivelmente percebido!

Mas os motivos financeiros que impactam instituições e colaboradores não é a grande questão ou ao menos, não a única de grande relevância! Há ainda dois pontos cruciais que uma solução que traga uma drástica diminuição do absenteísmo também abrangeria:

SALVAR VIDAS:

O aumento da fila de espera é sim um fator crítico no qual o absenteísmo torna-se um grande vilão! Há quem abandone ou possa vir a descontrolar-se do acompanhamento preventivo de determinadas doenças por causa de um simples esquecimento ou imprevisto pessoal ocorrido às vésperas ou mesmo no dia do agendamento. Ausências como estas geralmente não são comunicadas à instituição e quando o aviso ocorre, nem sempre é feito em tempo (útil) para supri-la com outro demandante da represada fila de espera em condições de ocupá-la, gerando então o sinistro vão na agenda pré planejada e que como a um vazamento hidráulico predial, de gota a gota termina por transbordar em um grande desperdício de tempo passado (pois ações de confirmação e comunicados muitas vezes foram feitas aos usuários do sistema), de tempo futuro (pois prolonga a fila com a reentrada da antiga demanda perdida aumentando o tempo para atendimentos de outros novos demandantes), recursos informacionais e financeiros, e isso se contabilizarmos de forma bem sucinta!

AGENDA DA NOVA ECONOMIA: 

Só esse tema dá um post inteiro, mas ficaremos na sua linha mestra que se resume em “uma nova cultura centrada em pessoas e não mais em produtos e serviços”. A nova economia traz consigo, pelas mãos da transformação digital que ocorre em franca ascendência, novos modelos de negócios que assumem maior flexibilidade de personalização graças às suas ferramentas e conceitos disruptivos e ao estágio de digitalização que muitas instituições já alcançaram e do qual propicia até a  implementação de inteligência artificial para soluções de antigos problemas que até então não se tinham soluções concretas ou satisfatórias, e uma vez que o que não se podia remediar, restava-se como opção apenas absorver o problema. Hoje, com a ciência de predição como um dos recursos da inteligência artificial, não mais se pensa apenas em remediar, mas sim de se prevenir dos problemas! Isso é genial!

Autoria: Equipe GENEais

Artigo originalmente postado em: https://geneais.blog/2021/10/14/a-questao-do-absenteismo-na-saude/




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